Aula 34 – Orientações Para Promover A Aprendizagem Do Aluno Com TGD Na Escola

Estas são orientações para professores e/ou orientadores pedagógicos. Começando por evitar atitudes que agravam os problemas emocionais desses alunos:

forçar a criança a ficar no espaço sem dialogar:

ridicularizar seus sentimentos;

usar chantagens e subornos;

ignorar o medo para ver se a criança esquece.

Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária. Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação e estas são sugestões pedagógicas e serem trabalhadas na sala de aula:

Fazer da organização da sala uma rotina diária, com recursos visuais e auditivos;

Dividir as atividades em atividades menores;

Iniciar as aulas pelas atividades que requerem atenção, deixando para o final aquelas que são mais agradáveis e estimulantes;

Utilizar música ao fundo, proporcionando um clima agradável, harmonioso e tranquilo;

Adotar uma atitude positiva, com elogios e “recompensas” por comportamentos adequados. Isto criará um equilíbrio em relação às chamadas de atenção para os alunos quando eles fazem algo errado.

Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Fazer ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como ‘porto seguro’ e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.

Muitos professores se sentem desamparados quando recebem alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento. Acreditamos que um dos motivos para o surgimento dessa sensação seja certo desconhecimento sobre o assunto. A inserção na escola de alunos com TGD deve ser respeitando-se as limitações deles, para que seja benéfica tanto para estudantes que tenha deficiência, quanto para àqueles que não tenha. Essa inclusão pode acontecer respeitando os seguintes aspectos:

Sendo de maneira grupal, respeitando o tempo de adaptação do aluno;

Com a companhia de um acompanhante terapêutico, que deve estar junto do aluno em tarefas durante a permanência na escola, caso seja necessário.

Tendo a participação de escolarização de qualquer aluno, a parceria entre família e a escola é primordial, e nos casos das crianças com TGD ela é indispensável.

Nas intervenções pedagógicas de alunos com TGD os professores precisam focar em três áreas: sociabilização, comunicação e cognição. Isto equivale a dizer que o professor deve estimular o aluno para que:

SOCIABILIZAÇÃO

Mantenha contato visual

Manifeste interesse por objetos, pessoas o pelo ambiente

Identifique-se dentro de um grupo

Aceite contato físico com os colegas

Procure contato afetivo

Imite ações

Expresse sentimentos

Compartilhe objetos

Coopere com os outros

Compreenda e obedeça as regras sociais

Realize atividades com independência e participe de atividades cooperativas em grupo

 

COMUNICAÇÃO

Reconheça o seu ambiente

Responda e imite gestos

Atenda a comando simples

Compreenda o sentido do “sim” e do “não”

Reconheça partes do corpo em si e nos outros

Reconheça e aponte abjetos e figuras

Repita e emita sons onomatopaicos

Emita palavras isoladas, designando suas necessidades

Use palavras significativas

Diga seu próprio nome e de pessoas conhecidas

Empregue artigos, pronomes e conjunções adequadamente

Nomeie seus próprios desenhos, bem como cores, formas e tamanhos

Participe de rodas de conversas.

 

COGNIÇÃO

Mantenha contato visual

Procure por objetos que estejam fora de sua linha de visão

Explore e toque objetos

Interprete estímulos visuais com: intensidade de luz, cor, forma, tamanhos, espessura e altura

Saiba discriminar semelhança e diferenças

Discrimine, perceba e localize fontes sonoras

Reconheça e reproduza canções

Rabisque ou desenhe

Realize atividades de encaixar peças

Folheie livros e revistas

Monte quebra-cabeças

Faça dobraduras simples e se tiver condições, complexas também

Monte e desmonte brinquedos

Realize modelagem com argila, massa de modelar

Perceba as partes e todo em objetos, gravuras e desenhos

Realize rasgaduras e recortes de papéis

Escreva seu nome e dependendo do estágio de outras pessoas, bem como frases e texto.

Acervo Inclusivo Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Militante das questões referentes às pessoas com deficiência desde a década 1980, nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica como psicólogo e psicanalista, tendo cinco pós-graduações e dois doutorados. Como escritor tem uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de setenta títulos lançados, peças teatrais e roteiros audiovisuais.