Como Escrever Bem E Com Mais Facilidade

A PERDA DO MEDO DE ESCREVER

Muitos, ao ter que redigir seus trabalhos, encontram dificuldades no ato de escrever. Isto porque nem todos estão habituados com a escrita em seu dia a dia. O que proponho neste capítulo é uma reflexão para ter mais segurança durante a sua redação.

 

linguagem escrita está cada vez mais presente nos dias atuais; uma tarefa que deixou de ser um privilégio somente daqueles que vivem da escrita, mas com as novas tecnologias, ela é uma necessidade para se redigir e-mais, relatórios, dentre outros documentos para pessoas que atuam em qualquer função, cargos de responsabilidades e posição social, meio científico e educacional.

Escrever é uma arte, como muitos dizem; mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. Para começarmos escrever um texto, o primeiro passo que temos que dar é perder o medo. Muitas pessoas sentem medo de falar normalmente em sua vida comum, temendo muito mais ainda ter que escrever algo. Esse medo está presente desde o ato de escrever uma simples carta a um parente ou à pessoa íntima e amiga, até ter que redigir algum relatório ou trabalhos técnicos ou científicos relacionados com nossas atividades diárias. Esse medo que impede as pessoas de aproveitar a oportunidade de aprender alguns dos mecanismos de escrever bem e se tornarem grandes escritores.

Escrever é falar no papel, uma das formas de se obter confiança em sua capacidade de escrever é empregar o discurso comum para auxiliá-lo no processo da escrita e ler tudo em voz alta durante o mesmo. Mas, se isso serve de consolo, essa insegurança e inibição na hora de escrever não é um privilégio somente das pessoas inexperientes, pois eu que escrevo profissionalmente há mais de três décadas, já produzimos desde textos em redações de jornais e revistas, livros, artigos científicos, teatro e roteiros para televisão, sempre ao ter que iniciar uma nova redação ou mesmo uma simples carta, perguntamo-nos: “Será que vou conseguir?”

Porém, todo medo acaba e a autoconfiança volta quando estamos diante do papel com a caneta na mão, ou em frente do computador e o texto começa a tomar forma! Depois, é fato comum, o nosso trabalho sai tão além do que planejamos, parecendo tomar vida própria, que nos faz perguntar a nós mesmos: “Fui eu mesmo quem escrevi esse texto?”

A finalidade de quem escreve algo é comunicar totalmente o que se quer dizer. Quantas vezes já nos sentimos envolvidos por livros de grandes escritores, onde as palavras abrem a mente deles para nós, transmitindo emoções, vontades e conhecimentos onde nos identificamos. Provavelmente nunca ouviu falar de muitos dos melhores escritores que existem, porque o que escreveram nunca foi publicado. Não estou me referindo a artistas desconhecidos, poetas mal-entendidos nem gênios misantropos que escondem seus trabalhos do público, mas de gente como você, muitos dos quais se comunicam melhor do que algumas dessas almas de sorte que conseguiram publicar suas obras. Aqueles que têm trabalhos publicados são chamados de “autores”. O fato de terem encontrado alguém para imprimir suas palavras e vendê-las é a única coisa que os distingue dos demais escritores igualmente bons. Todo mundo é um escritor!!!

Mas antes de avançarmos na questão do mecanismo de se escrever bem, convidamos você para ler o seguinte texto da onde tiraremos algumas reflexões:

O GIGOLÔ DAS PALAVRAS

Luis Fernando Veríssimo

 Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente seu instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (Culpa da revisão! Culpa da revisão!). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pagaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer escrever claro não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover… Mas aí encontramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia de Brasileira Letras é de reprovação pelo português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As músicas conversam entre si em Gramática pura.

Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isto eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar de minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso a que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.

Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.

Esse texto amplamente distribuído pela internet de Veríssimo nos oferece várias reflexões.

É fato como todos nós, no momento em que precisamos escrever algo, a primeira lembrança é aquela nossa “velha e chata” professora de Gramática esbanjando eloquentes elogios às análises gramaticais dos períodos complexos, às conjungações de verbos e tantas outras regras que nos eram impostas como se fôssemos alunos de uma faculdade de letras. As aulas de Gramática eram algo até meio apavorante! Mas como afirma Veríssimo, “a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras não dispensáveis”. Ele foi até convicto em dizer que “a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar de minha total inocência na matéria”.

Todavia, não pretendemos afirmar que a Gramática, estruturas e composição não sejam importantes; longe de nós querer minimizar a importância delas para a arte de comunicar ideias. Queremos sim, dar a entender que, embora sejam importantes, essas regras não devem interpor-se entre quem pretende redigir algo e o ato de escrever algo. mesmo que o simples pensamento de usar as regras de gramática amedronte muita  gente, elas não percebem que as empregam o tempo todo. As regras, de fato, refletem como os indivíduos se comunicam eficazmente. Mesmo a gíria de ruas possui suas formas gramaticais próprias. Muitas vezes essas regras sofrem modificações, mas não chegam a romper a ponto de se transformarem em algo completamente diferente do que eram.

Então, escrever bem não é estar preso ou necessariamente escrever corretamente dentro das regras gramaticais, ou como disse Veríssimo, “um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel”.

 

ESQUEMATIZANDO O TEXTO

 

Existem técnicas que se empregadas facilitam bem a construção de textos. Escrever bem significa falar coerente e organizadamente. É um ato de tornar ideias confusas com que começou e as combine numa ordem lógica e/ou cronológica.

E como digo sempre, “quem planeja mais, cansa menos”!

 

Escrever bem é redigir de maneira coerente e organizada, dentro de uma linguagem simples e direta, expor suas ideias de forma clara e sem ambiguidade, empregando uma linguagem “falada” ativa, comum, porém viva, em seu próprio estilo (nunca queira imitar ninguém) e de forma que o receptador possa compreender. O importante para se escrever bem é ser interessante, tratar de temas, problemas ou valores que conhece e com os quais sua audiência pode se identificar.

Muitos escritores balbuciam e as palavras escorrem da boca para o papel. Tenho certeza de que você já recebeu cartas pessoais ou comerciais quilométricas e até mesmo memorandos em que foram usadas tantas palavras para não se dizer nada. Às vezes, o destinatário nem consegue adivinhar o assunto.

Não há segredo algum na maneira de os escritores fazem isso. Eles simplesmente começam a falar de qualquer coisa e de tudo que lhes vem à cabeça. Muitas vezes se identificam com a velha imagem do escritor miserável que fita desconsolado a folha de papel em branco na máquina de escrever, esperando que uma musa o inspire ou o ajude a despejar todo o conhecimento que tem dentro de si. Finalmente, a inspiração chega e não para mais.

Esses indivíduos ainda não aprenderam que os bons escritores se esforçaram longa e duramente antes de chegar à fase de escrita.

Se ficarmos frente a frente com o papel tentando forçar a redação de um tema sobre o qual nem nós mesmos temos bem definidos o assunto e as informações que vamos escrever, sairá um texto sem sentido, organização, sem um rumo e, quanto das muitas vezes, nos perderemos no meio da redação. Há a importância da pesquisa e/ou do conhecimento do assunto antes de escrever qualquer coisa. É preciso antes termos as primeiras perguntas e respostas definidas em nossas mentes, tais como:

  1. a) Até que ponto eu tenho conhecimento do assunto que vou escrever?
  2. b) Que tipo e qual estrutura vou usar em meu texto?
  3. c) Para que e como eu vou escrever?
  4. d) Para quem eu vou escrever?
  5. e) Onde e quando o meu texto vai ser apresentado, publicado ou para quem?

 Tendo essas metas definidas, certamente o medo de escrever começará a ser substituído já por segurança. Porém há mais duas pequenas técnicas que permitirão uma maior confiança e facilidade para se escrever bem.

 

ROTEIRO E ESBOÇO/RASCUNHO

Por meio de um bom roteiro duro trabalho de escrever torna-se mais fácil se, antes de iniciá-lo, você elaborar um pequeno roteiro. Organize seu material, assinale o mais importante e enumere num papel os tópicos principais. É o seu ponto de partida para ordenar as ideias e produzir um texto que terá começo, meio e fim. Jornalistas e escritores experientes sabem como essa pequena providência iniciar pode simplificar o trabalho de redigir.

Muitas pessoas pensam que um texto deve nascer pronto e acabado, o que já é outra forma de assustar o autor antes mesmo de começar a escrevê-lo. Enganam-se. Há outra pequena técnica antes de se chegar ao texto definitivo: o esboço – conhecido também por rascunho.

O esboço é considerado um processo importante numa redação, sendo o esqueleto sobre o qual apoiamos o conteúdo, empregando um esquema de tópicos e um de postulados terminando quase a metade do trabalho antes de começá-lo. O esboço do tema é, sem dúvida, poderoso, direcionando todo seu esforço e proporciona uma base para desenvolver seu texto escrito.

Querer escrever um texto logo na primeira vez já em sua forma definitiva e acabada, é a mesma coisa do que um engenheiro civil querer lançar à construção de um edifício ou mesmo de uma simples casa sem um conjunto de plantas detalhadas.

O primeiro passo será você pegar todas as ideias organizadas em seu roteiro e transformá-las em um esboço de orações, seguindo a sequência que você mesmo determinou. Assim, conforme for dando corpo ao esboço de tópicos, o texto começa a tomar forma conforme a sua necessidade, uma vez que estamos esboçando os elementos básicos do primeiro rascunho.

No segundo esboço, melhor elaborará algumas frases (ou todas) e ainda inserir material/informação adicional ao escrever o próximo rascunho, contendo o enunciado da tese e proporcionando a conversão de cada tópico na justificação em conceito crucial do parágrafo (a oração temática).

 

REVISÃO, ESTILO E TEXTO FINAL

Feito o rascunho, sua redação estará apenas começada. Antes de você dar o seu trabalho por encerrado e digitá-lo definitivamente, terá que manipular seu texto mais algumas vezes. Mesmo porque o esboço/rascunho nada mais é do que o ato de se colocar carne sobre os ossos. Ou seja, uma introdução onde o resto de rascunho segue o esboço, um trabalho preliminar com cuidado e racionalmente, só terá de seguir passo a passo do começo ao fim. No primeiro rascunho, pode decidir reestruturar parte do esboço, cancelar alguma coisa ou acrescentar algum ponto em que não tinha pensado antes. Não tenha medo de fazer mudanças.

Por outro lado, as alterações são livres, mas precisam concordar com o ponto principal do texto, não podendo contradizer nada na justificação que já foi escrita. Não podemos tratar de outros sub-assuntos fugindo do tema principal, o que diminuirá a qualidade do texto, além de criar uma confusão para quem escreve e ainda mais para quem ler. Se durante a revisão você notar que algo estar fora do assunto pré-anunciado na introdução do texto, terá que corrigi-lo ou excluí-lo.

Chega a hora de dar uma polida no corpo do texto, dando a ele um estilo. Mas vale a pena dizer logo de saída que estilo em redação nada tem a ver com pronúncia e refere-se à maneira de escolher suas palavras. Cada pessoa que escreve tem o seu particular vocabulário, não ficando raramente limitada a uma única palavra para descrever ou explicar alguma coisa. Nada nos obriga a escolher certo termo em vez de outro, a não ser o grau de eficiência, precisão ou conveniência daquele que escolheu para transmitir a mensagem. Todavia, é claro que todo autor ou estilo de texto tem o seu vocabulário próprio, como por exemplo, em um artigo simples não poderemos trocar termos técnicos por gírias.

Não há regras governando a escolha de palavras, mas diretrizes que auxiliarão a escolher os termos melhores na hora de escrever, dentre os milhares que existem em nossa língua.

Em primeiro lugar, um bom estilo significa que seus leitores acham que os termos foram bem escolhidos para transmitir significados, atitudes, valores, crenças ou opiniões. Um estilo defeituoso significa que as expectativas dos leitores não foram satisfeitas, eles não compreende o que escreveu ou não sentem empatia por seu ponto de vista. (Eles não precisam concordar com você para sentir empatia, apenas achar que você tem o direito de dizer o que escreveu.)

A técnica do refinamento ao nosso estilo também ajuda muito. Ele consiste em trocar uma palavra por outra, mudar frases para fazer o leitor se lembrar do que já dissemos, além de colocar transições entre ideias. Muitas vezes percebemos em leitura de jornais que alguns parágrafos interligados por um conteúdo comum preenchem colunas, mas raramente constituem em uma leitura interessante. Já nas páginas destinadas aos artigos de opinião dos mesmos jornais – os chamados artigos de fundo -, escritos por pessoas de diferentes profissões e pontos de vistas, chamam e prendem a nossa atenção, porque há mais do que um conteúdo comum mantendo os parágrafos juntos. É um tipo de cola que mantém tudo ligado chamada de transição: palavras, períodos ou sentenças que ligam um parágrafo ao outro. A oração que precede imediatamente outra não é somente a sentença principal do parágrafo. A ideia de refinar sua redação está ligada ao método para fazê-lo: escrever transições e o que são elas.

Importante também no processo de revisão final, ler o texto em voz alta para abrandar os pontos irregulares. Os bons escritores leem suas produções em voz alta para desbastar as arestas antes de efetuarem uma revisão final. O hábito de ouvir as palavras nos permite medir melhor o impacto do que meramente vê-las. As expressões, o ritmo, o tom dela, surgem mais claramente, e até mesmo a lógica (falta de lógica) aparecem quando ouvimos o que escrevermos. Se uma sentença parece difícil de ser seguida, a reescrevemos; se os tempos dos verbos mudam de uma frase para a outra, os corrigimos; se os pronomes não concordam com os nomes, os percebemos; as palavras passam a funcionar de acordo com o que pretendemos.

O ideal mesmo seria se tivéssemos tempo para fazer quatro releituras, o que quase nunca nos é permitido, devido a nossa correria do dia-a-dia:

  1. Na primeira, cheque as informações que você pretende transmitir, assim como os números e estatísticas empregadas.
  2. Na segunda, verifique os errinhos de digitação, grafia e acentuação.
  3. Na terceira, elimine as repetições.
  4. Na quarta, corte tudo que for desnecessário.

Sempre que você estiver indeciso aqui ou ali (o receio de que o texto fique mutilado é perfeitamente natural), faça um teste. Usando um lápis, risque as palavras, as frases e até os parágrafos sobre os quais paire a menor suspeita de redundância. Neste momento seja impiedoso. Compare as duas versões e escolha uma delas. Se o seu texto não ficar melhor, com uma borracha você poderá voltar atrás.

Escrever bem significa falar coerente e organizadamente. É um ato de tornar ideias confusas com que começou e as combine numa ordem lógica e/ou cronológica. Esquematizar as ideias num esboço de tópicos ou de períodos (ou ambos); extrair seu ponto principal (por exemplo, sua tese) do próprio propósito que teve para escrever.

Acervo Inclusivo Emílio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Militante das questões referentes às pessoas com deficiência desde a década 1980, nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica como psicólogo e psicanalista, tendo cinco pós-graduações e dois doutorados. Como escritor tem uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de setenta títulos lançados, peças teatrais e roteiros audiovisuais.