Chegou a hora de usar aparelho auditivo: e agora?

A partir dos 50 anos, muitas pessoas já começam a sentir dificuldades para ouvir; aparelhos auditivos proporcionam maior segurança no convívio social e melhor qualidade de vida

A perda auditiva tem várias causas, entre elas o envelhecimento. Isso ocorre porque as células ciliadas do ouvido, responsáveis pela audição, vão morrendo com o passar do tempo e a situação piora a partir dos 50 anos.

“Alguns indivíduos perdem a audição mais cedo que outros, mas é a partir dos 50 anos, na maior parte das vezes, que as pessoas começam a observar as primeiras dificuldades para ouvir. Depois de 60 anos, o quadro é mais grave. Por isso, é importante buscar ajuda aos primeiros sinais de incômodo”, explica a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

O processo de perda de audição fica mais acelerado na Terceira Idade. É o que os especialistas chamam de Presbiacusia. No entanto, o distúrbio vem atingindo cada vez mais a população jovem e adulta. Com a exposição prolongada a sons muito altos, principalmente por causa do hábito de ouvir música em fones de ouvido, os brasileiros estão desenvolvendo perda auditiva mais cedo. De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABO), hoje, mais de 20 milhões de brasileiros têm alguma dificuldade para ouvir.

Estudos da entidade comprovaram que quem precisa e não usa aparelho auditivo tem, frequentemente, grande dificuldade de participar de atividades sociais, principalmente no ambiente familiar.  Isso pode provocar efeitos psicológicos negativos, como isolamento, insegurança, tristeza, irritação, medo e até depressão. Além disso, pessoas com perda auditiva não tratada apresentam, em geral, mais problemas físicos do que as que usam aparelho, como cansaço, fraqueza, dor de cabeça, vertigem, tensão muscular, estresse, falta de apetite e insônia.

“Fica aqui o nosso alerta para a importância de se buscar o quanto antes a orientação de um médico otorrinolaringologista. Ele vai verificar o tipo e o grau de perda auditiva e indicar o melhor tratamento. Na maioria dos casos, o uso de aparelho auditivo melhora a condição auditiva do indivíduo”, ressalta a fonoaudióloga Isabela.

Como a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando a cada ano e o processo de perda auditiva está mais acelerado, atingindo até mesmo adultos com vida profissional intensa, por causa da overdose de barulho na sociedade atual, é importante ficar atento e se cuidar o quanto antes para manter a comunicação com familiares, amigos e colegas de trabalho.

Pesquisa realizada nos Estados Unidos com 1.500 pessoas com déficit de audição mostrou que nove entre 10 usuários de aparelho auditivo afirmaram terem melhor qualidade de vida após a aquisição da prótese auditiva.

“Antigamente, o transtorno era grande. Quem tinha problemas de audição usava aparelhos enormes, que causavam constrangimento. Por isso, muitos resistiam e preferiam ficar sem ouvir. Mas atualmente, com a evolução tecnológica, temos aparelhos auditivos com tanta tecnologia quanto os celulares e que trazem enormes benefícios. Muitas vezes, as pessoas em volta nem notam o aparelho, de tão discreto que ele é. Ninguém mais precisa sofrer com isolamento, solidão e desânimo porque não ouve bem. Os aparelhos resgatam os sons e permitem que se viva com alegria e disposição”, reforça a especialista da Telex.

Vantagens do uso de aparelho auditivo
– Sentir-se bem consigo mesmo, com maior autoestima;
– Melhoria nos relacionamentos com a família e amigos;
– Maior bem-estar físico;
– Melhoria do foco e concentração;
– Sentir-se mais independente e seguro;
– Menor sensação de cansaço;
– Mais disposição e confiança para participar de reuniões sociais;
– Produzir mais no trabalho.

Emilio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.