CONVERSANDO SOBRE SUPERAÇÃO – Parte 3 – Por Emílio Figueira

A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA PARA PROMOVERMOS MUDANÇAS

 

Olá, tudo bem?

Eu quero começar a nossa terceira conversa com um questionamento:

O que faz com que algumas pessoas sejam mais seguras de si, mais estáveis emocionalmente, enquanto outras se perdem, desesperam-se quando algo acontece?

O diferencial que faz com que cada um consiga ter controle sobre suas emoções é o autoconhecimento, como vimos na conversa passada. As pessoas com autoconhecimento não ligam para o que os outros dizem ou acham delas. Sabem exatamente o que quer e tem uma autoestima bem elevada valorizando o que tem dentro de si e nos outros.

Estamos vivendo uma época de muito materialismo, o TER é mais importante do que o SER. Pessoas buscam cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre se esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora.

É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo.

Quando estamos bem com nós mesmos, percebemos isso não pela roupa que usamos, ou pelo carro que dirigimos, mas pelo brilho em nosso olhar, o sorriso em nosso rosto, a nossa paz de espírito.

Como alguém que dorme mal toda noite pode sentir paz? Como alguém que está constantemente criticando-se, culpando-se, achando-se errada, pode se amar?

Amar-se é condição básica para elevar a autoestima, rumo às nossas conquistas.

É importante identificar os fatores que estão te impedindo de elevar nossa autoestima, levando-nos a desenvolver algumas características como: insegurança, inadequação, perfeccionismo, dúvidas constantes, incerteza do que se é, sentimento vago de não ser capaz, de não conseguir realizar nada, não se permitindo errar e com muita necessidade de agradar, ser aprovada, reconhecida pelo que faz e nem sempre pelo que é.

FALANDO EM POSSIBILIDADES

Antes de passarmos para prática, quero lhe convidar para assistir a este vídeo. Foi uma entrevista que dei ao site InspiradaMente e nele falo de autoestima, resiliência e um tema que gosto muito: Possibilidades!

 

ELEVANDO A AUTOESTIMA

Se você começou a desenvolver e a aumentar seu autoconhecimento em nossa conversa anterior, agora vamos começar a elevar sua autoestima:

  • Escreva em uma folha dez coisas que você gosta em si mesma.
  • Depois escreva dez coisas que você não gosta em si mesma ou que gostaria de mudar.
  • Qual lista foi mais fácil de completar?

Infelizmente, muitas pessoas sentem mais facilidade em identificar as coisas negativas. Temos o conceito errado que dizer aquilo que gostamos em nós mesmos poderá ser rotulado de presunção, esnobismo, egocentrismo. Esse é um dos conceitos que nos são passados erroneamente.

Para aumentar o autoconhecimento e elevar a autoestima, é preciso ter consciência de quem somos de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos, pois só assim seremos capazes de mudar aquilo que nos incomoda ou nos faz sofrer. Precisamos valorizar o que temos de bom e que geralmente está mergulhada em tantas críticas e cobranças, acabamos por esquecer.

Continuando o nosso treinamento:

  • Observando as listas, coloque um “i” nas características internas, aquelas que dependam apenas de você reconhecê-las. E um “e” nas características externas, que dependam da opinião de outras pessoas.
  • Ao fazer o sinal (i ou e), o que você percebe? Há um equilíbrio entre eles ou você tende mais para um lado?

Quando temos mais características externas, mais ficaremos vulneráveis à opinião dos outros e assim, mais facilmente manipuláveis. Dependeremos cada vez mais de aprovação alheia, mas nunca da sua própria avaliação. Toda vez que algo que dependa no mundo externo ou de outras pessoas não correspondam à nossa expectativa, ficaremos frustrados e nossa autoestima tenderá a baixar.

Nossos valores estarão sempre na dependência do que dirão sobre nós, não importando muito a nossa própria opinião. Coisas que fogem de nossas expectativas ou desejos, podem baixar a nossa autoestima, levando-nos a nos sentir incapaz de continuar e muitas vezes nos fazer desistir no meio do caminho, abandonando sonhos e objetivos.

Recapitulando, para aumentar o autoconhecimento e elevar a autoestima é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos.

O caminho mais curto para se machucar é colocar todo nosso valor nas opiniões ou respostas no mundo externo e, como quase sempre nada disso corresponde ao que esperamos e nem ao que realmente somos, dependendo cada vez mais de como nos avaliam, gera um círculo vicioso.

O importante é desenvolver a capacidade e ter a consciência de saber que o que se faz é o reflexo de quem somos. Ao reconhecer nossos pontos negativos, poderemos mudar um por um. Reconhecendo nossos pontos positivos elevará a nossa confiança e capacidade de conseguir o que queremos e desejamos, independente das críticas ou opiniões que terão sobre nós.

Todos somos capazes de conseguir tudo o que desejamos! E ainda que ninguém nos aprovem, teremos autoconhecimento e autoestima suficientes para nós mesmos nos aprovarmos e nos amarmos!

Nossa Próxima Conversa…

Em dois dias você receberá um e-mail com o link da nossa quarta conversa onde falarei sobre a importância de nos movimentarmos rumo aos nossos objetivos e desejos. Além das reflexões, apresentarei ações que poderão lhe orientar nessa caminhada.

Como você já sabe, no menu ao lado há todas as partes desta Série.

Se você puder, deixe um comentário abaixo dizendo o que você achou da conversa de hoje, dúvidas, sugestões, enfim, fique à vontade.

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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