EMÍLIO FIGUEIRA LANÇA O CATÁLOGO COMPLETO DE SUAS ARTES PLÁSTICAS

Pinturas a guache, óleo sobre tela, aquarelas, desenhos a lápis, carvão, nanquim, geométricos, gráficos e ilustrações de livros infantis.

“Minha vida sempre foi de muito experimentalismo. No início dos anos 2000, talvez em uma retomada inconsciente da época que eu desenhava muito no apartamento quando criança, voltei a pintar. Ia à livraria, comprava papel-cartão, lápis aquarela, tintas guache, carvão, e desenhava, desenhava, desenhava, pintava, pintava, pintava…”

Relata Emílio Figueira ao se referir a um período em sua vida de três, quando teve uma significativa produção de pinturas a guache, óleo sobre tela, aquarelas, desenhos a lápis, carvão, nanquim, geométricos, gráficos e ilustrações de livros infantis.

Toda essa produção, após um levantamento de sete anos, está agora reunida em um Catálogo Geral e você pode baixá-lo gratuitamente clicando aqui

O Catálogo é introduzido com um relato sobre sua experiência nas artes plásticas como este trecho em destaque com relação a sua própria deficiência:

“Confesso que nessa época tive que vencer um autopreconceito; sempre tinha na mente aquelas pinturas acadêmicas perfeitamente pintadas e sofria muito em pensar que a minha coordenação motora nunca me permitiria atingir esse nível. Mas com o tempo, fui descobrindo que havia outras formas de expressões com as quais eu poderia me desenvolver plenamente, como por exemplo, o expressionismo e o abstracionismo. Com o tempo, fui desenvolvendo o conceito de que a verdadeira arte não é a cópia fiel da realidade e sim a transcendência das criações artísticas. Interessante também foi notar que quanto mais eu pintava, mais a minha coordenação ia se afinando e meus traços ficando melhores e firmes. É dessa fase a pintura do meu autorretrato”.

Figueira fala sobre como o mundo artístico o levou posteriormente a ser um pesquisador e autor no universo de Psicologia da Arte. Relembra o que foi a Semana Emílio Figueira em de agosto de 2001 na cidade de Bauru. Nessa ocasião, a jornalista Elaine de Souza escreveu no Jornal EM FOCO (Centrinho/USP/Bauru):

Quem nunca ouviu falar de Emílio Figueira não sabe o que está perdendo. Escritor com ritmo de jornalista, ensaísta com um quê de poeta, dramaturgo com a seriedade de um escritor, poeta com alma de pintor… Pintor com a plenitude de um ser humano especial. Assim é Emílio, um multiartista incansável. Sua estreia como artista plástico só veio grifar sua importância como batalhador nato.”

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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