Inclusão social através da arte traz turnê ‘O Cortiço’ para CEUs da Capital

Adaptação do clássico de Aloísio Azevedo pelo Núcleo de Dança da Fundação Lia Maria Aguiar da cidade de Campos do Jordão-SP une técnicas de ballet clássico, dança contemporânea e dança-teatro.

O desequilíbrio social presente no País, que gera a falta de oportunidade, muitas vezes impede que talentos artísticos de crianças e jovens sejam aprimorados. Especialmente se for levado em conta o resultado apresentado em uma recente pesquisa do PNE – Plano Nacional das Metas apontando que quase 2 milhões de brasileiros entre 4 e 17 anos estão fora da escola.

Na contramão desta realidade, a Fundação Lia Maria Aguiar – FLMA de Campos do Jordão (SP) tem se destacado na missão de promover a inclusão social através da educação e da arte. Atualmente, a instituição sem fins lucrativs atende mais de 600 crianças por meio dos Núcleos de Dança, de Música e de Teatro.

Todo aprendizado adquirido pelos alunos pode ser conferido através de concertos, apresentações e espetáculos que fazem parte da programação cultural da instituição em Campos do Jordão. Descendo a Serra e pegando a estrada rumo à capital paulista, o Núcleo de Dança vem realizando uma turnê gratuita pelos CEUs de São Paulo com o espetáculo ‘O Cortiço’ e, assim, promovendo a inclusão à cultura através de crianças e jovens que viram a vida mudar justamente por conta da arte.

“Ao mesmo tempo em que a turnê avança é perceptível a escassez de contato com a cultura por parte da maioria do público e, para nós, é gratificante poder levar um pedacinho de nosso trabalho até elas”, conta Fabiana Nemeth, coordenadora do Núcleo de Dança. Ela afirma ainda que esta experiência também é importante para o crescimento pessoal de cada aluno.

Sob o ponto de vista do diretor Luiz Goshima, esta turnê é uma oportunidade para fortalecer ainda mais os objetivos da Fundação. “Uma vez, que ao mesmo tempo em que nossos alunos têm a oportunidade de aprender a arte, eles também passam a ser instrumentos dela para promoverem a inclusão à cultura às comunidades paulistanas”, explica Goshima.

Nesta semana o elenco fará mais duas apresentações. A primeira acontece na sexta-feira (31), às 15 horas, no CEU Guarapiranga. Depois, no sábado (01), será a vez da comunidade do CEU Capão Redondo prestigiar a adaptação do clássico de Aloísio Azevedo apresentada também às 15 horas.

Turnê ‘O Cortiço’ em São Paulo (agenda)

31 de maio, às 15h          CÉU Guarapiranga (Teatro do CEU: Estrada da Baronesa, 1.120, Mboi Mirim.)

01 de junho, às 15h         CÉU Capão Redondo (Teatro do CEU: Rua Daniel Gran, s/nº, Capão Redondo).

16 de agosto                    CÉU Parque Bristol (Teatro de Artes Cênicas: Rua Professor Artur Primavesi, s/nº, Parque Bristol).

Grátis

O Cortiço (sinopse) – Espetáculo de 50 minutos adaptado pelo Núcleo de Dança da Fundação Lia Maria Aguiar com a participação de 10 alunos. A clássica obra literária de Aloísio Azevedo é contada através de técnicas de ballet clássico, dança contemporânea e dança-teatro. Das páginas de um clássico da literatura brasileira aos palcos, ‘O Cortiço’ ganha versão musical em adaptação produzida pelo Núcleo de Dança da Fundação Lia Maria Aguiar. A adaptação trouxe a história para a década de 1930. A trama bem humorada mescla grandes acontecimentos da época: a crise de 1929, os períodos pós 1ª Guerra Mundial e pré 2ª Guerra Mundial, o início da industrialização e a migração. Deixar a terra natal para tentar a sorte na cidade grande é o elo de ligação dos personagens que vivem no Cortiço construído pelo ambicioso e capitalista João Romão, dono do Armazém.

Direção: Fabiana Nemeth.

Coreografia: Flavia Cassiano, Ana Cláudia Winther e Raphael Panta.

Bailarinos: Ana Beatriz Costa, Beatriz Passos, Gabriela Cruz, Liandra Giolo, Leticia Nogueira, Leticia Guerra, Stephanie Ferreira, Thais Santos, Robson Vieira e Vinicius Lima.

Trilha sonora: Noel Rosa, Aracy de Almeida, Heitor Villa Lobos, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth.

Sobre a FLMA: Com o sonho de uma sociedade mais justa e repleta de oportunidades, a empresária Lia Maria Aguiar criou em 2008 uma instituição que leva o seu nome. Atuante em Campos do Jordão e região, a Fundação Lia Maria Aguiar, ou FLMA, é uma instituição independente e sem fins lucrativos, que trabalha pelo desenvolvimento de pilares fundamentais para um mundo melhor: educação, cultura, meio ambiente e inclusão social. Para isso, conta com projetos socioculturais em que centenas de crianças e jovens despertam seus talentos artísticos e desenvolvem o caráter cidadão. E o mais importante: descobrem o potencial de transformar sonhos em realidade.

Fonte: Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA)

Emilio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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