“Eu Não Tenho Sorte No Amor!” – Será???

Talvez você seja alguém que vive repetindo que não tem sorte no amor ou que não merece ser feliz na vida sentimental. Essas crenças negativas, que prejudicam o sucesso dos relacionamentos, aumentam ainda mais em tempos de individualismo.

Muitas vezes o problema para se encontrar um amor somos nós mesmos. Mas é possível promover uma mudança positiva na vida afetiva, minimizando o foco no outro, aumentando o conhecimento que temos ao nosso respeito e a forma de como interagimos com o mundo.

Nosso sucesso nos relacionamentos amorosos passa por compreender o modelo de mundo em que vivemos, saber como o(a) parceiro(a) pensa, como se  processa internamente as experiências do dia-a-dia e detectar as crenças e valores do ser amado, pode ser determinante para a relação.

Uma pessoa que vive repetindo que não tem sorte no amor está se recusando a viver uma relação saudável. Somos e nos comportamos de acordo com aquilo que pronunciamos. A repetição verbalizada ou o diálogo interno interferem em nossas questões do dia-a-dia e em nossas relações pessoais e amorosas.

Viver repetindo que não se tem sorte no amor é prejudicial, criando crenças e condicionando o cérebro ao pessimismo e há muitas autossabotagens.

Talvez a raiz desse pessimismo seja as nossas experiências passadas. Para muitos de nós, ao término de um relacionamento, pode ser comum sentimentos negativos surgirem. O tempo cura algumas feridas, mas outras permanecem abertas, impedindo que novas experiências amorosas aconteçam. Preguiça de recomeçar, o que pode está ligado ao conforto, medo de se expor para não ter que lidar com pessoas e situações indesejáveis, bloqueando o movimento, o novo. E tendo medo do novo, criamos uma autoprisão. Principalmente as pessoas que foram muito magoadas ou traídas.

Após o término de um relacionamento, sempre é bom algum tempo sozinho(a) e fazer uma autoanalise, descobrir as próprias qualidades e ganhar respeito por si mesmo. Mas não podemos evitar se arriscar em novos relacionamentos. Muitos por não saber o que pode acontecer, acabam ficando com o pé atrás, com medo do desconhecido, medo de sofrer novamente, de ser abandonado(a), de não dar certo ou ter algo negativo.

Pensar positivo é projetar o futuro é um exercício fundamental numa relação. Devemos saber separar entre lidar com as diferenças e planejar negativamente esse futuro. Muitas vezes, até mesmo em um comportamento de fuga por vários motivos, preferimos dizer antecipadamente que não dará certo e desistir, lamentando-se achando que a felicidade é para poucos. A linguagem negativa irá atrair fatos negativos. Autoderrotamos diariamente com perguntas como:

– Será que vai dar certo?

– Será que ela/ele é o(a) parceiro(a) ideal?

Nosso foco precisa ser no que se espera de uma relação. Ser franco e honesto no começo pode evitar desencontros, futuros contribuindo assim para um relacionamento saudável, baseado em valores comuns aos dois.

Deixar de ser uma pessoa pessimista em relação ao amor é totalmente possível. Precisamos mudar essa forma de enxergar os relacionamentos, a maneira como nos sentimos e nos comportamos. Isto porque, acumulando experiências, aprendemos com o tempo a nos conhecermos e a diferenciar as coisas que serão boas ou ruins para nosso corpo e mente.

Saber socializar isso com nosso(a) parceiro(a) pode ser o começo para um bom entendimento, servindo de base para o respeito aos limites e também para uma compreensão maior para as atitudes que reprovamos. Muitas vezes o certo para nós pode ser demasiadamente errado para o outro. Em um relacionamento saudável, o primeiro passo sempre será a conversa.

Em tempos de individualismo, as diferenças são muitas e a tolerância parece estar diminuindo nos relacionamentos modernos. As individualidades são preservadas a qualquer custo. E isto precisa ser trabalhado e rompido. Conversar é o caminho mais curto para semear a paz no casal. Muitas vezes é até melhor acalmar os ânimos para que o diálogo dê frutos.

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Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programão Neurolinguística . Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Um comentário

  1. parabens, Emilio! Voce sempre nos ajudando repartindo seus conhecimentos.

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