A Meia-Idade no Século XXI E Seus Novos Desafios Clínicos

A obra já conhecida entre psicólogos, psicanalistas, terapeutas e estudantes da área, ganha agora uma versão em e-Book e está em todas as livrarias digitais do país.

Mulheres que conquistaram emancipações em inúmeras áreas nas últimas décadas. Homens que viram a morte da cultura machista e estão se redescobrindo na atualidade, tendo que reelaborar seus próprios sentimentos. Para o psicólogo e psicanalista Emílio Figueira, essas e outras mudanças geram vazios sentimentais e sociais que precisam ser superados ou tratados em clínicas terapêuticas.

Como anda o comportamento pessoal e sentimental de homens e mulheres de meia-idade na atualidade?

Por um lado, a mulher opta por construir sua carreira e independência pessoal e financeira. O projeto de casar, ter um lar, sua família, foi sendo adiado.

Em contrapartida, o homem, com o fim da cultura machista, está fragilizado e confuso com seus sentimentos e atitudes em relação à sua vida afetiva, profissional e sexual, variando entre valores antigos que determinavam e definiam sua conduta como força, determinação, segurança, competição e os novos como, sensibilidade, cooperação, maior comprometimento com as relações afetivas e com os filhos.

Essas são conclusões feitas pelo psicólogo e psicanalista Emílio Figueira em seu livro “A Meia-Idade no Século XXI: Novos vazios sentimentais e sociais como desafios clínicos”. A obra é fruto de sua tese de doutorado em psicanálise defendida em 2009. A obra já conhecida entre psicólogos, psicanalistas, terapeutas e estudantes da área.

Figueira aponta que nas últimas décadas houveram inversões de papéis, com mulheres buscando produções independentes, utilizando os homens como reprodutores, ou cuidando dos afazeres domésticos, enquanto a mulher sai para trabalhar.

Mudaram-se valores como casamento, família, maternidade, paternidade que eram condições básicas para se constituir uma família e para ter filhos.

“A mulher de hoje, independente financeiramente e também, por alguns motivos, decepcionada no relacionamento, não se constrange mais em ter filhos sem maridos. Muitos homens estão em casa se dedicando aos afazeres, requisitados para atuar em tarefas, onde poucos atuavam, como a educação dos filhos, por exemplo”, diz o autor. O mercado de trabalho tem muito a ver com isso. Muitos homens estão desempregados, enquanto as mulheres estão trabalhando fora de casa.

A emancipação feminina mexeu emocionalmente com o homem que já descobriu que não tem mais nada a ver com a imagem de força e poder que a sociedade lhe atribuiu por séculos, quando se escondia de si próprio, projetando sua fragilidade na mulher. “Ela era frágil, ele a protegia, só que na verdade se amparava nela. E quando a mulher resolveu buscar sua independência, revelando publicamente sua real força, o chamado de forma pejorativa como “sexo frágil”, sábia e discretamente, colocou isso em evidência”, analisa o psicanalista.

Muitos homens estão fragilizados com o fim de uma cultura machista, a mesma que durante muitos anos foi o seu escudo ou mecanismo de defesa para camuflar tais fragilidades. Para Figueira, “hoje o homem é obrigado a trabalhar com seus próprios sentimentos e ao mesmo tempo assistir à mulher crescer e conquistar seu espaço e igualdade na sociedade. Sentimentos esses de perdas, rompimentos e ganho de novas responsabilidades”.

Segundo o psicanalista, hoje na casa dos trinta ou quarenta, muitas mulheres estão querendo também se realizar sentimentalmente. Mas pelo caminho que escolheram, tornaram-se muito independentes. E essa independência tem sido uma das principais barreiras para que elas não se realizem no amor.

Figueira explica que, “com medo de perder essa independência, centradas em si mesmas, criam um modelo ideal de homem para corresponder às suas expectativas e assim saem com uma lanterna na mão pelo mundo em busca de uma utopia. Talvez elas precisem reaprender uma coisa tão fundamental para qualquer relação a dois: a arte de ceder um pouco a favor do outro, reconhecendo que todos os seres têm defeitos e qualidades. E essas últimas podem superar os defeitos. E isto também vale aos homens”.

ENTRE O SER E O TER

Autor de 67 livros e inúmeros trabalhos acadêmicos, Emilio Figueira busca em sua obra a compreensão do reflexo do comportamento atual. “No geral, estamos vivendo em uma sociedade pautada por uma alienação de consumo, onde o TER é muito mais importante do que o SER. O resultado disso é que estamos alienados de nós mesmo dentro desta sociedade capitalista. Pessoas alienadas não são capazes de enxergar o próximo. E não enxergando o outro, não desenvolvemos a capacidade de amar, envolvendo-nos e entregando-nos sentimentalmente. O resultado é que surgem os novos vazios na meia-idade, solidão e comportamentos vazios, o tal ficar!”, acredita Figueira.

O psicanalista aponta que nada deixa o ser humano tão feliz e realizado quanto estar bem no campo sentimental, estar ao lado da pessoa amada com sensação de plenitude e paz. Se o amor vai bem, tudo vai bem na vida! Mas a vida atual está cheia de rotas de fuga!

“Hoje em dia, quando buscamos cada vez mais o imediatismo, as pessoas não estão dispostas a investir na construção de relacionamentos onde tudo tem o seu tempo de acontecer, respeitando as fases. Com isso, afastam-se cada vez mais de seus direitos de felicidade. Quando surgem as oportunidades, procuramos nas pessoas muito mais seus defeitos, criamos os obstáculos para não entrarmos naquela relação, o que no fundo revela o nosso medo de amar, um jeito de apagar a nossa alegria”, conclui Emílio Figueira.

ONDE ENCONTRAR O E-BOOK

“A Meia-Idade no Século XXI: Novos vazios sentimentais e sociais como desafios clínicos”. Livro digital no formato PDF, 129 páginas, valor R$ 32,99.

Após analisar esse fenômeno, visando amenizar essa tendência cada vez maior de solidão, isolamento e frenética corrida do “ter para ser”, esta obra aborda em seus capítulos finais propostas intervenções clínicas pautadas em teóricos como Carl Jung e Erich Fromm, falando da recuperação do sentido de amar e ser amado na meia-idade!

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