Por que ainda há educadores que se colocam contra ou temem a Educação Inclusiva? – Por Emílio Figueira

Este é o conteúdo da palestra que tenho apresentado aos professores em minhas palestras. Disponibilizei em vídeo para que um número cada vez maior de pessoas tenham acesso a ela!

Por que ainda há educadores que se colocam contra ou temem a Educação Inclusiva?

Essa pode ser uma questão cultural, quanto psicológica. Toda mudança precisa vir de dentro para fora. Aceitar mudanças, seja qual for o obstáculo, é muito mais difícil para quem tem baixa autoestima, uma característica das pessoas que se sentem inadequadas para enfrentar os desafios.

E a Educação Inclusiva é um desafio!

E professores que a temem não conhecem ou não acreditam em seus potenciais e capacidade de dar resposta às questões e desafios da profissão. Eles podem ter uma estrutura emocional pouco sólida que origina o pessimismo e a negatividade, o que se reflete em sua profissão.

Nossa realidade atual, infelizmente, têm gerado pessoas desmotivadas, sem energias, esperando que alguma coisa a motivem. Mas ao contrário, a motivações só podem vir de dentro para fora.

Quais os caminhos?

Vencer nossas cresças limitantes. Para se trabalhar com inclusão escolar o professor precisa pensar positivo, sobre o que ele é capaz de conquistar e não sobre suas dificuldades ou medos.

Ter bastante clareza sobre o que deseja para sua profissão. Ficar especificando em detalhes tudo aquilo que ele não quer ou não é capaz leva um tempo infinito, além de consumir energias emocionais, as quais o professor poderia estar canalizando e focando na busca de resultados positivo e saudável que trará crescimento e complementará a sua vida, carreira e desenvolvimento de seus alunos.

Então o primeiro passo para avançarmos na inclusão será fortalecer a autoconfiança de nossos professores?

Exatamente. Precisamos evitar ficar relembrando, revivendo mentalmente nossos medos e inseguranças diante dos desafios da inclusão. Essa autoprisão significa ficarmos focando o pensamento no problema e não em soluções.

O pensamento negativo parece tão avassalador, assumindo nosso raciocínio, deixando pouco espaço de manobra, o que nos impede de refletir acerca das alternativas possíveis.

Quanto maior a informação melhor em termos de segurança pessoal?

Sim. Acredito que, para encarar o desafio da Educação Inclusiva, precisamos entendê-la completamente, tendo plena consciência de onde vêm nossos medos, o que causou, o que significa.

Sempre iremos nos surpreender se descobrimos o quanto será eficaz parar de pensar sobre o problema e começar a pensar em opções e soluções potenciais.

Este é o lugar onde a palavra mágica “em vez” entra em cena.

A expressão “em vez” nos leva a refletir sobre o que queremos como alternativa para o problema que enfrentamos.

O autoquestionamento também ajuda?

Sim, nesses momentos devemos nos perguntar:

O que eu quero em vez de isso?

O que eu tenho que fazer para mudar?

Quais potenciais alternativas?

Como eu gostaria que ocorresse essa mudança?

Quais caminhos percorrer para realizar essa mudança em termos de inclusão?

Onde eu quero chegar enquanto professor?

Quando chegamos a algumas dicas específicas e respostas concretas, começamos a fazer questionamentos acerca de nós mesmos, surpreendemo-nos com os resultados apurados.

Pensar positivamente pode não se ter ainda formado o futuro, mas sempre é melhor pensar sobre o que pode dar certo do que sobre o que pode dar errado. Nossa tendência é de alcançar aquilo que pensamos. Você é dirigido para, e muitas vezes obtém, aquilo que você pensa.

Uma Educação Inclusiva realmente verdadeira deve ser o objetivo de qualquer educador a partir de agora?

Deve ser a partir de agora e sempre. Em qualquer seguimento da vida temos vários sonhos e desejos que queiramos alcançá-los. Mas tudo só acontece se tivermos estipulado objetivos e traçado metas para fazê-lo. E na Educação não é diferente.

Muitos confundem um com o outro e por isso é importante saber a definição e a diferença de objetivos e metas.

Objetivo é o mesmo que alvo, o propósito de realizar algo. O objetivo fornece a direção do que se deseja fazer ou alcançar, servindo como guia. É a posição que se deseja ocupar no futuro, o sonho que se deseja realizar.

Meta é o objetivo de forma quantificada. Algo que desejamos, sendo possível ser medido. É alguma coisa que temos em mente para o futuro, mas que seja determinado. Uma meta deve estar relacionada com o tempo que é almejado para atingir e o valor e/ou a energia que deseja gastar para chegar lá.

Aqui podemos traduzir uma meta como nos tornarmos professores cada vez melhores preparados para promover a Educação Inclusiva.

Isto envolve o esforço que pretendemos empregar para conseguir alcançar:

Objetivo: ser um professor capaz de promover a Educação Inclusiva

Meta: criar o habito de sempre buscar conhecimento, aperfeiçoamento e crescimento profissional…

Após a definição, separei algumas dicas para auxiliar na hora de obter um resultado. São elas:

Foco: Focar significa evitar distrações, concentrando-se naquilo que realmente almeja. Ou seja, ser um professor capaz de promover a inclusão escolar de qualquer aluno.

Disciplina: Pessoas que têm essa característica, têm a chave do sucesso, já que essa representa o esforço, a determinação e a vontade de alcançar sonhos. É o atributo que lhe impulsiona a lutar por seu objetivo e meta, perseverando em busca do desejado.

Dedicação: Esta é de suma importância, pois está ligada a qualidade da atividade, ou seja, o fato de a pessoa se propor a fazer aquilo da melhor forma possível, para assim alcançar a meta de ser um professor cada vez melhor e preparado para qualquer situação.

Confiança: É muito importante também saber que você é capaz de conseguir. Afaste o medo da derrota e as lembranças negativas do que não deu certo em experiências anteriores. Busque sempre crescer tanto como pessoa quanto profissional, pois o único responsável pela conquista é você, mantendo-se confiante que tudo dará certo. Seja positivo, otimista e lute pelos seus sonhos, objetivos e crescimento profissional.

Qualquer coisa e tudo é possível se tivemos em mente as atitudes positivas que sustentam os nossos sucessos. Se suas atitudes não o sustentam, você pode querer considerar a sua automudança.

Mudando nossas mentes e atitudes, realmente mudamos nossas vidas. Grande parte das pessoas perdem muito ou todo o seu tempo focando o lado negativo de suas vidas, em experiências que não deram certo, ficando presas como em um espiral, a comportamentos repetitivos e respostas tediosas e ineficazes.

Mas nos concentrando em nossos desejos, objetivos e metas, resultados positivos podem ser alcançados naturalmente e sem o degaste físico ou mental que temos com pensamentos limitantes ou negativos.

QUESTÕES CULTURAIS…

O conceito que um professor tem de um aluno com deficiência pode determinar o modo de relação e trabalhos entre ambos.

O aluno inclusivo, antes de sua deficiência ou limitações, precisará ser visto como uma pessoa que têm desejos, expectativas e dificuldades.

E o professor deve acreditar que é capaz de promover o crescimento de qualquer aluno, devendo estabelecer metas e cumpri-las, tendo em vista o objetivo geral que é o de tornar o educando cada vez mais independente e possivelmente produtivo.

Na contramão, a escola têm seus paradigmas em classificar “alunos regulares” e “alunos especiais”.

Quebrar tais paradigmas, destruindo uma imagem e conceito de “aluno padrão”, nivelando todos por iguais sem rótulos já será uma mudança cultural, um grande passo para tornar uma Escola Inclusiva.

Aliás, uma realmente escola para todos, sem substantivos que façam dela um exemplo a ser seguido.

A Escola não é algo acabada, estática. Como todo segmento da sociedade, tem que estar em constante transformação, revendo suas ações pedagógicas, adaptando-se aos novos tempos para sempre somar e nunca excluir.

UMA ESCOLA REALMENTE PLURAL !!!

A Escola precisa ser um espaço comum de cidadania, livre exercício político e espaço público de manifestações das diferenças, incorporando todos os valores sem promover hierarquias.

Para finalizar quero deixar esta mensagem…

“Incluir não tem segredo. Basta receber um aluno, seja ele quem for. Acolher com amor, ter a sensibilidade de perceber e pesquisar o que ele realmente precisa de apoio para se desenvolver em todos os sentidos. Um bom professor precisa ser um suporte seguro que lança seus alunos rumo às infinitas possibilidades”.

A Inclusão Escolar é o grande desafio pedagógico do Século XXI…

E este desafio está em nossas mãos.

 

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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