Rede Lucy Montoro dá dicas para evitar problemas de coluna na volta às aulas

Uso inadequado das mochilas escolares pode ser prejudicial à saúde dos alunos. Alguns cuidados podem evitar de dores na coluna à alteração cardiovascular

Com a aproximação do fim das férias, os alunos já começam a se preparar para o início do ano letivo. Entre lápis, caneta, borracha, folhas e tinta, a mochila escolar é o objeto de maior cobiça entre os estudantes. De rodinha, bordada, com a estampa do astro ou do personagem de desenho animado do momento, com cores vivas e atraentes, elas podem ser as grandes vilãs da saúde das crianças e adolescentes que comumente apresentam quadros de dores na coluna, por exemplo, sem nem ao menos desconfiar do principal item da temida lista de material escolar de início de ano.

Para o médico fisiatra da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, César Abreu Akiho, a escola, os pais e os alunos devem trabalhar juntos para evitar problemas. “Não adianta o professor checar o peso das mochilas escolares se os pais não estiverem sensibilizados, não é somente a questão do peso, é a qualidade do produto, como ele se ajusta junto ao corpo do estudante. Esses detalhes, que muitas vezes passam desapercebidos, podem ser determinantes para uma vida mais saudável”, alerta.

Além de fiscalizar o peso diariamente, os pais devem atentar para a qualidade do material, para a altura das alças ou então o comprimento do apoio, em caso dela ser de rodinhas. O uso incorreto das mochilas escolares pode acarretar em dor, alterações e “vícios” na postura que, se não forem corrigidos a tempo, podem se tornar prejudiciais e se agravar ao longo do tempo, levando a problemas mais sérios como, por exemplo: hipercifose no tórax, hiperlordose na lombar e escoliose.

Confira as dicas da Rede de Reabilitação Lucy Montoro:

 evite levar brinquedos e artigos desnecessários para a escola.

 atente para o material escolar necessário somente para as matérias do dia, verifique a grade de horários diariamente.

 leve os alimentos em uma lancheira.

 sempre que possível, opte pelo uso de folhas avulsas de um fichário no lugar dos tradicionais cadernos de capa dura.

 no caso das mochilas de rodinha, a altura deve estar adequada de modo que evite torção ou inclinação do tronco. A criança deve ficar reta.

 crianças menores devem usar rodinhas maiores.

 quando usadas nas costas, a parte superior não devem ultrapassar a altura dos ombros; a parte inferior deve chegar no máximo a 8 cm acima da cintura; não deve ultrapassar a largura do tronco.

 é fundamental que elas tenham duas alças acolchoadas para dividir o peso, além de uma cinta abdominal para evitar oscilações.

 o material mais pesado deve ficar embaixo, o peso do material do lado esquerdo e direito devem ser parecidos e o conteúdo da mochila deve ficar preso.

 a mochila vazia não pode pesar mais de 1 kg

 o peso total da mochila, de acordo com sugestão da Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 7% do peso da criança.

Emilio Figueira

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

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