REVISTA VEJA: A Educação Inclusiva cresce no país e blog distribui materiais gratuitamente

 Otimista com o processo da Educação Inclusiva, o especialista na área e educador Emílio Figueira fala sobre o desenvolvimento e formação de professores na contribuição de uma educação para todos

Matéria publicada no site da Veja Educação em outubro de 2018

Dados da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), mostram que no mundo, as pessoas com deficiência estão entre os grupos de maior risco de exclusão escolar. Segundo o último Censo Populacional (IBGE, 2010), o Brasil têm 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população.

A maioria das crianças e adolescentes com deficiência já estuda em escolas regulares. É um número expressivo, mas que ainda gera muitas expectativas e desafios quando o assunto é Educação Inclusiva.

“Sou bastante otimista com relação à ela. Fico muito bravo quando alguém diz que nada mudou com relação às pessoas com deficiência. Mudou sim, e para melhor”, diz professor e psicólogo educacional Emílio Figueira, que disponibiliza vários materiais gratuitos em seu portal www.emiliofigueira.com

“Claro, muita coisa precisa ser melhorada, aperfeiçoada. Temos relatos de casos que deram errados. Mas também temos muitos relatos de sucesso. Tudo é uma questão de processo. E processos precisam respeitar etapas. Assim como as questões que envolvem pessoas com deficiência são culturais, precisam de tempo para mudanças de mentalidades!”, conclui o educador que trabalhou essa temática recentemente em seu romance “Flores Entre Rochas – Quando a Educação Se Faz Pelo Amor!”

Considerado uma referência em Educação Inclusiva no país, Figueira é autor de livros como “O que é Educação Inclusiva”, “Conversando sobre educação inclusiva com a família”, “A deficiência dialogando com a arte”, “Psicologia e pessoas com deficiência”, “Caminhando em silêncio: uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na história do Brasil”, dentre outros, muitos com distribuição gratuita, confira aqui

Para Figueira, sendo “um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular, a Educação Inclusiva é uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos”.

Experiência sentida na pele

Sua história é um misto de experiências próprias e atividades profissionais em prol de pessoas com deficiência. Figueira nasceu com uma deficiência motora, paralisia cerebral, que compromete a fala e movimentos.

Muito cedo nos anos 1970 foi para a Associação de Assistência à Criança Deficiente-AACD numa época onde a reabilitação ainda estava no início no Brasil. E isto fez toda a diferença em sua vida. Foram nove anos de muitas terapias e estímulos que renderam a sua autonomia. Graças ao tratamento e motivação que recebeu na AACD, mesmo tendo muitas coisas contra como uma sociedade ainda segregadora, optou por  estudar.

Foi jornalista em vários meios de comunicação nos anos 1980 e 1990. Formou-se em psicologia e em teologia, fazendo em seguida cinco pós-graduações e um doutorado em psicanálise e outro em teologia,  exerce várias atividades, tem 74 livros e 98 artigos científicos publicados no Brasil e exterior, textos montados no teatro.

Em uma entrevista exclusiva, o professor observou: “A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Uma prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola, resultando em uma força transformadora, apontando para uma sociedade inclusiva”.

 

 

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo e personal coach com formação em Programação Neurolinguística. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de cinquenta títulos lançados. Ator e autor de teatro. Várias entrevistas na mídia e em jornais. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

Um comentário em “REVISTA VEJA: A Educação Inclusiva cresce no país e blog distribui materiais gratuitamente

  1. Não sou professora dou mae de DV.desde muito cedo comecei a lutar pra que a minha filha conquistasse um lugar no mundo como um ser humano de direitos e deveres meu maior obstáculos foi nae é na educação pra que ela pudesse ter acesso ao braille viajei 8 hrs para o Instituto são Rafael na escola municipal do sao Rafael troxe a professora Valéria que deu curso pra professores da AEE e Duda participou junto e aprendeu com 5 anos de idade o Braille …
    Mas faz 3 anos no ensino fundamental nao recebe os livros didáticos em braille e como o profe5de apoio nao tem conhecimento no braille esta muito dificil temo por ela que quer fazer direito em em cidade que ainda nao atentou para a importância de certos recursos primordial na sua educação e de tantos outros pais e mães de familia , adolescentes que donham voltar a escola mas nao encotra apoio .temos 4 impressora braille que se tivesse funcionando ja ajudaria muito , temos faculdade que sempre formando professores p educação especializada sem capacitação para atender o aluno que ja nao tem mais tempo de ensinar quem deveria esta o ajudando ela tem 14 anos esta no 8 ano e sempre é convidada a dar palestras para estas faculdades ela sempre deixa claro da importância do conhecimento do Braille pra que o aluno possa avançar e no futuro fazer o uso consciente dos equipamentos atecnologicos em áudio pois o mesmo ao menos no ensino fundamental nao tem como passar pra ela o conhecimento gramaticais entre outros que precisa me sinto feliz em saber que o SENHOR venceu suas barreiras e pode nos ajudar a vencer as nossas principalmente as atitudinais que mais nos prejudica .abraços paz e bem!

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